Chanel

Existe algo mais chic do que alguém culto? Que conversa com qualquer pessoa sobre qualquer assunto? Pois é, conhecimento na área de moda também é cultura. E é isso que pretendo trazer a vocês. Pegando o gancho do último post, vou falar sobre a vida de:

Gabrielle Bonheur Chanel (Saumur 19.08.1883 – Paris 10.01.1971), vulgarmente conhecida por Coco Chanel.

A mãe de Gabrielle Chanel (Jeanne Devolle) morreu cedo. Seu pai (Albert Chanel), caixeiro-viajante, teve de cuidar dos 5 filhos (2 meninos e 3 meninas). Os garotos foram trabalhar enquanto as garotas foram criadas num colégio interno.

Gabrielle aos 20 anos de idade, saiu do colégio interno, trabalhou em uma loja de enxovais, tentou ganhar a vida como dançarina, tentativa esta que não obteve êxito. Nesta época, porém, ficou conhecida como Coco, por cantar a música “Qui qu’a vu Coco dans l’Trocadéro” (Quem viu Coco no trocadero?). Aos 25 anos foi morar com Etienne Balsan, que comercializava tecidos. Aos 27 se apaixonou por Arthur Boyle, um inglês rico, que a encorajou a abrir sua primeira loja, de chapéus. Ele a deixou para casar-se com uma inglesa e morreu em um acidente automotivo. Chanel abriu uma loja de costura, onde também vendia seus chapéus, roupas desportivas (incluindo montaria), moda praia e inventou as calças femininas. No início dos anos 20, apaixonou-se por Dmitri Pavlovitch (príncipe russo mas pobre), desenhou roupas com bordados do folclore russo, contratando 20 bordadeiras.

Gabrielle sempre foi adiantada em sua época, pioneira de formas diferentes de se vestir.

Em 1921 lançou um dos perfumes mais conhecidos do mundo, vendido até hoje, o Chanel nº5 (seu número da sorte). Suas roupas vestem celebridades, passando até pelo Red Carpet.

Coco reabriu sua loja em 1954, após ter fechado durante a Segunda Guerra Mundial, quando envolveu-se com um oficial alemão. Este romance não foi aceito positivamente, repercutindo em suas vendas. Motivo pelo qual Coco passou a vender suas roupas na Suíça.

Jacqueline Kennedy Onassis, sua grande admiradora que vestia suas roupas, após a morte do presidente Kennedy, contribuiu para a ressurreição de Chanel que voltou à França. Trabalhava ativamente no ano de sua morte, e sua grife tornou-se um grande império que ostenta não apenas roupas, mas bolsas, sapatos, perfumes, jóias, chapéus.

O cardigã, o vestido preto e as pérolas tornaram-se sua marca registrada.

Coco uniu as roupas femininas às masculinas. Introduziu o luxo ao interior das mulheres, trazendo conforto antes de beleza, mas nem por isso deixou a beleza distante deste trabalho. Libertou as mulheres dos espartilhos, dos chapéus extremamente elaborados que mais cobriam seus rostos, das saias amplas com várias camadas.

Desde 1983, Karl Lagerfeld, estilista alemão, é o diretor criativo da marca Chanel:

 

Lojas Chanel:

sede da Chanel em Place Vendôme, Paris

Em Hong-Kong

Em New York

Ceaser Palace – Las Vegas

Frases de Chanel:

 “Sou contra uma moda que não dure. É o meu lado masculino. Não consigo imaginar que se jogue uma roupa fora, só porque é primavera.”

“Uma mulher vestida de claro raramente fica de mau-humor.”

“A natureza nos dá o rosto dos 20 anos. A vida modela o dos 30. Mas temos que merecer o rosto dos 50.”

“Aos 50 anos a mulher é responsável por seu rosto. Ninguém é jovem aos 50. Costumo dizer aos homens: acham que ficam mais bonitos carecas?”

“Sou a última do meu gênero. Não terei sucessores. Espero apenas que o meu exemplo não seja esquecido muito depressa”.

“A roupa deve ser, antes de tudo, cômoda e prática. É a roupa que deve adaptar-se ao corpo e não o corpo que deve deformar-se para adaptar-se à roupa”.

“A moda, como a arquitetura, é uma questão de proporções”.

“As roupas velhas são como velhos amigos. Nós os conservamos. Gosto de roupas como gosto de livros: para pegar, mexer nelas.”

“Os homens que querem se fazer notar pelas roupas são uns cretinos. As mulheres podem sobreviver a quase todas as formas de ridículo; um homem ridículo está perdido, a menos que seja gênio.”

“Eu criei um estilo para um mundo inteiro. Vê-se em todas as lojas “estilo Chanel”. Não há nada que se assemelhe. Sou escrava do meu estilo. Um estilo não sai da moda; Chanel não sai da moda.”

Uma resposta to “Chanel”

  1. erica cortez Says:

    adorei vc ter falado sobre a vida desses grandes estilistas que ditaram moda sem os perfumes e as makeup deles nos nao sobreviveriamos rrrrssss

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