Discriminação Racial no SPFW

Olááá pessoas

1º quero agradecer a todos porque o blog aqui tem ultrapassado 100 visualizações por dia. Espero que estejam curtindo mesmo e que eu seja realmente útil.

2º quero pedir desculpas por ficar dias sem postar. Acontece que meu notebookzinho foi ao conserto e voltou hoje.

3º pasmem mas virei fã de uma Promotora de Justiça, a Deborah Kelly Affonso. Pois é, e eu nem estou doente. Calma que eu explico. Eu li a Promoção de Arquivamento que ela fez, minuciosamente elaborada, no procedimento com o objetivo de Apuração de Eventual Prática de Discriminação Racial contra o evento São Paulo Fashion Week.

Eu nem acreditei quando li. Para os apaixonados por moda e para quem curte um titikinhu de direito, vale a pena ler algumas partes que eu resolvi transcrever para vocês:

É imperioso notar que, mesmo sem que se perceba, a moda desenvolveu ao longo da história da civilização importante papel na sociedade. Não é errado afirmar que a moda constitui um observatório das mudanças políticas, econômicas e culturais de uma época. “A indumentária sempre foi um reflexo do gosto contemporâneo, retratando de certa forma o desenvolvimento econômico, cultural e político. A roupa diferenciada identificava camadas sociais, profissões, idade e sexo”.

…Desde então o ato de vestir-se tem possibilitado não só aos historiadores e antropólogos, mas aos mais variados ramos do conhecimento, avaliar a evolução das sociedades através do que se convencionou chamar de moda.

Lino Villaventura contemporiza que há, na verdade, falta de mão de obra especializada  uma vez que as agências não investem na formação de modelos negros e afrodescendentes.

Alexandre Herchcovitch, por sua vez, afirma que as diferenças étnicas e de biotipo não influenciam na escolha de modelos, uma vez que o que importa, geralmente, é que as pessoas tenham medidas que caibam no piloto da peça elaborada pelo estilista.

Com muita propriedade Miriam Tawil afirma que “Como existe muita procura pela profissão… entra… quem tem a sorte de estar adequado ao padrão de beleza”. “Muitas delas fogem da miséria, do desemprego e da opressão” e ali vão “aprender a se maquiar, vestir ou andar”.

Ilustra com precisão este fato a declaração de famosa estilista em entrevista concedida ao periódico Folha de São Paulo, quando argüida acerca do tema: “nosso trabalho é arte, algo que tem que dar emoção para o nosso grupo, para pessoas que se identificam com a gente” … “na Fashion Week já tem muito negro costurando, fazendo modelagem, muitos com mão de ouro, fazendo coisas lindas, tem negros assistentes, vendedoras, por que têm de estar na passarela?”

Nesse passo o Termo de Ajustamento de Conduta previsto pela legislação brasileira é, sem dúvida, um dos instrumentos de vanguarda para assegurar tal fim. E o pactuado nos autos … foi feito para assegurar o progresso adequado de certos grupos raciais ou étnicos, por período de tempo determinado, após o qual, se espera que as desigualdades tenham cessado.

Os reflexos das medidas tomadas parecem positivos … Os documentos juntados aos autos após a última temporada do São Paulo Fashion Week demonstram que em todos os desfiles houve a participação de modelos afrodescendentes. No total foram 12,8% contra os aproximadamente 3% da época em que se iniciou o presente inquérito.

Conclui-se que em se tratando de tema tão latente, em razão do qual se formam apaixonados debates, o Brasil se colocou na vanguarda mundial, promovendo a inclusão de modelos afrodescendentes e negros em desfiles de moda, demonstrando que a igualdade entre as pessoas, mais do que utopia legal, é possível de se realizar. Basta boa vontade.

Sei que não devia mas vou expor minha opinião pessoal: Modelos são feitas para servirem de cabide. Elas devem ser exageradamente altas e estupidamente magras para que evidenciem única e tão somente as roupas, com o objetivo de vendê-las. Se as modelos brancas possibilitam um maior resultado (sabe-se lá porque raios), que sejam contratadas as brancas. Ora, moda não se trata de aparência? Então, ela deve sim ser levada em consideração.

Por outro lado, no interior do evento SPFW existe todo tipo de mão-de-obra, onde o cérebro é o ator principal em detrimento à fisionomia (por exemplo: uma das maquiadoras da M.A.C, tipo assim, só a melhor do mundo, é negra). Tipo, nesses casos a cor da pele é apenas uma característica pessoal, um charme individual, onde não pode nem deve haver discriminação.

E acho que é isso que traz beleza à vida, a diferença entre as pessoas, diferenças essas que nos provam cada vez mais que somos todos iguais.

Bom, fica aí a prova de que o corpinho ideal não é aquele mostrado em passarela, muito pelo contrário, é aquele que te permite ser saudável, bem consigo mesma, feliz ao olhar-se no espelho, e cada um possui suas medidas incomparáveis. Porque não devemos nos comparar com os outros, mas com o melhor que podemos ser.

Nossa to poética hoje.

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Uma resposta to “Discriminação Racial no SPFW”

  1. Kanda Says:

    Para quem gosta de aparecer, recomendo o dourado metálico.
    Vai ficar bem estrombótico, que nem o nome da fulana.

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