Archive for the ‘Estudos’ Category

Versace

17 de julho de 2012

Versace, marca italiana de moda fundada em 1978 por Gianni Versace. Após sua trágica morte, a irmã, Donatella Versace, tornou-se a diretora artística da marca e o irmão, Santo Versace, tornou-se o presidente da marca.

A primeira loja da marca foi aberta em Milão, na Via della Spiga, e foi um sucesso. Hoje, a Versace é uma das mais importantes marcas de moda voltada ao luxo e glamour de todo o mundo, possuindo um rol com roupas, acessórios, perfumes, cosméticos, artigos de decoração para o lar e jóias.

Além dos negócios ligados ao mundo da moda, a Versace é também proprietária de um resort na Austrália, chamado Palazzo Versace.

As coleções da marca são distribuídas em 240 lojas exclusivas, em mais de 150 espaços dentro de lojas de departamentos, em Free-Shops e em um grande número de lojas multimarcas em mais de 60 países.

Hoje, o grupo é proprietário das marcas Versace, Versus, Versace Jeans Couture, Versace Classic V2, Versace Sport, Versace Intensive, Versace Young, Versace Beauty e Palazzo Versace.

fachada da loja em Florença

Gianni Versace:

Gianni Versace nasceu em 02 de dezembro de 1946 em Reggio Calabria, estilista italiano de alta costura. Foi assassinado em 15 de julho de 1997, pelo gigolô Andrew Cunanan com dois tiros na nuca na entrada de sua casa em Miami Beach.

Gianni fundou a sua própria marca depois de trabalhar para a Callaghan, a Genny e a Complice, erguendo assim umas das maiores e mais importantes casas de moda do século XX. O seu estilo de moda considerado caro, luxuoso e glamouroso tornou-o um dos protagonistas-chave da cultura popular, desde o look ostensivamente gastador e o power dressing dos anos 80 aos excessos espampanantes do gueto no final dos anos 90. o seu uso característico de estampagem, de silhuetas e as referências à cultura da antiguidade clássica granjearam-lhe uma invejável clientela de ricos e famosos.

Depois de sua morte, as rédeas da empresa foram tomadas por Donatella Versace, sua irmã e braço direito, com o auxílio da sobrinha Allegra Versace Beck. Actualmente o Império inclui vestuário feminino e masculino, vestuário desportivo, roupa íntima, óculos, uma colecção de jeans, perfumes, linha de decoração, maquiagem. Recentemente foi inaugurado o primeiro hotel de seis estrelas da empresa, Palazzo Versace, localizado na Costa Dourada australiana.

Donatella Versace:

Donatella Versace nasceu em 02 de maio de 1955 em Reggio Calabria.

A estilista sempre promove eventos de moda com presenças de grandes celebridades mundiais, muitos dos quais tem sua arrecadação destinada às inúmeras intituições filantrópicas das quais é mantenedora.

Sempre é apontada como uma das personalidades que aderiram à cirurgia plástica e não obtiveram bons resultados. Donatella fez, entre vários procedimentos estéticos, o preenchimento de lábios e a aplicação de colágeno no rosto, o que acabou por deixá-la com aspectos de deformidade e com fisionomia completamente diferente da que possuia antes.

Sempre foi braço direito de seu irmão na administração do império da grife e por isso foi confiada a ela a continuidade da marca Versace, e tem obtido resultados muito mais proveitosos do que na época da Administração de Giani. A sua escolha que antes parecia inusitada, devido à sua figura polêmica e exótica, mostrou-se com o passar dos tempos que fora a mais acertada para o sucesso do empreendimento.

ZARA no CHIC

27 de abril de 2012

Quem aqui, como eu, se recusa a passear em um Shopping sem sair com, pelo menos, uma sacolinha da ZARA?

Pois é…

O site CHIC da Glória Kalil, tem feito pesquisa pessoalmente à mansão da grife na Espanha. A cada dia uma matéria nova. Informações fresquinhas, interessantíssima e deliciosas.

Tenho acompanhado desde a 1ª Parte (estão na 3ª) e não há dúvida de que meus estilonautas vão querer fazer o mesmo.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Enjoy ;]

Chanel 2.55

20 de março de 2012

Aproveitando a empolgação do post de ontem, hoje explico detalhadamente o porquê dessa bolsa causar tanto desejo.

O nome numérico faz referência ao mês e ao ano em que foi criada, qual seja, fevereiro de 1955. Gabrielle Coco Chanel a criou para que as mulheres, à época em que adquiriam maior independência e espaço no mercado de trabalho, necessitavam de suas mãos livres. Por isso, foi criada a primeira bolsa à tira colo (com alças para pendurar).

Para que o objeto desejo fique pronto é necessário, no mínimo, 180 etapas para que fique completamente acabada, participam da produção cerca de 6 a 15 artesão para cada bolsa que pode levar até 18 horas. Apenas o trabalho com o couro, do corte à mão ao acabamento, já consome 80% do tempo de criação do item. Como teste final, a fim de garantir a resistência do couro, as preciosíssimas são submetidas à temperatura de 60ºC e a 95% de umidade relativa do ar, durante 72 horas.

Coco Chanel inspirou-se nas pastas estilo carteiro utilizadas pelos mensageiros na II Guerra Mundial, já a costura no estilo matelassê foi reproduzida a partir dos casacos dos jóqueis, bem como das almofadas de camurça marrom que decoravam o apartamento de Gabrielle que ficava na Rue Cambon em Paris, há ainda quem diga que seria uma referência aos vitrais da Abadia em Aubazine, onde ela cresceu.

Coco cresceu em um orfanato onde as chaves das portas ficavam presas em correntes duplas na cintura das freiras, de onde surgiram as alças da bolsa. O compartimento com zíper no interior da tampa frontal é o local no qual Coco escondia suas cartas de amor. A cor vermelha acastanhada do forro representa a cor do uniforme que Coco usava na escola no sul da França e o preto e branco vieram dos hábitos das freiras que dela cuidaram na infância. O bolso fora e atrás da bolsa seria onde Coco guardava um dinheiro extra.

Cerca de 30 (trinta) novos modelos distintos são criados anualmente, considerando que 50% da produção anual é de peças na cor preta, sendo que a cada coleção, testa-se uma nova tonalidade de bege (cor preferida da Chanel). São 6 (seis) criações por ano com 250 protótipos, desses, apenas 30 são aprovados por Karl Lagerfeld, atual diretor criativo da maison.

O fecho da 2.55 é o original retangular, pois o fecho com os “CC’ entrelaçados foi criado posteriormente na década de 80 por Lagerfeld.

Os tamanhos são medidos em polegadas e os preços a seguir mostrados referem-se ao coletado em 2007 e em dólares. No Brasil, a média custa em torno de R$ 9.500,00, foi o valor que vi na loja da Chanel do shopping Iguatemi em novembro do ano passado (2011) no Shopping Iguatemi de São Paulo:

  • Baby (A302224) – 7,5″ x 5,75″ x 1,75 ” – $ 1.795,00
  • Pequeno (A302225) – 9,75 “x 7,06″ x 2.16 ” – $ 1.895,00
  • Médio (A302226) – 11 “x 8″ x 2.5 ” – $ 1.995,00
  • Grande (A302227) 12/25 “x 9,18″ x 2,5 ” – $ 2.095,00
  • Jumbo (A302228) 14,2 “x 9,8″ x 3 ” – $ 2.495,00 (modelo raro)

Eu quero!

Tipos de lã

8 de fevereiro de 2012

Mulheres e homens, esse post tem o objetivo de ajudá-los a compreender um pouco mais sobre o que compram e vestem. Vou descrever sobre os diferentes tipos de lã e suas origens, além de interessante, é importante que saibam onde investir seu dinheiro.

Cashmere: É a lã mais chic que existe. É produzida por uma raça de cabra angorá, que possui pelos longos e macios. Apesar de o nome se referir à região da Caxemira, na Índia, os maiores rebanhos encontram-se nas montanhas da China, Irã, Afeganistão e Mongólia. Cada animal produz cerca de 74 e 90 gramas de lã por ano e, para fazer um suéter, é necessário cerca de 300 gramas. Essa é a principal razão de os autênticos cashmeres custarem tão caro.

Merino: Essa raça de carneiro é originária da Península Ibérica, possui pelos que medem entre 5 e 10 centímetros, com os quais é possível fabricar uma lã fina e macia, quase tão boa quanto o cashmere. Os ingleses passaram a criar, no século XIX, rebanhos de merino em colônias como Nova Zelândia e Áustria. Com isso, a oferta aumentou e o preço dessa lã tornou-se mais acessível.

Acrílica: Uma grande revolução da indústria têxtil foi o desenvolvimento da lã sintética, produzida de derivados de petróleo, ela é mais brilhante e durável que a lã de ovelha, mas perde quanto à maciez. Por este motivo, as grifes masculinas geralmente misturam esse tipo de lã com outras fibras como, por exemplo, o algodão ou a viscose.

Alpaca: Esse animal habita as monatnhas do Peru e do norte da Argentina. É primo distante da lhama e do camelo e, no Brasil, é mais conhecido como vicunha. Possui pelagem mais lisa e encorpada que a da ovelha, produz uma lã rústica e resistente, ideal para a confecção de malhas bem grossas.

Big beijo…

Anna Dello Russo

26 de janeiro de 2012

Anna Dello Russo é a editora de moda da Vogue japonesa.

Estilosa não teme críticas e pensamentos alheios, usa tudo que lhe dá vontade. Suas opções de vestimenta, incluindo os acessórios, são dos mais distintos e divertidos possíveis. Seu bordão é “I don’t want to be cool, I want to be fashion!”

Algumas imagens que colhi do Google para vocês desfrutarem da delícia que são os looks dessa mulher mágica.

x

Grace Coddington

4 de janeiro de 2012

Grace Coddington é uma das pessoas mais influentes no mundo da moda, trabalha lado a lado com Anna Wintour na VOGUE Americana, seu braço direito e quem faz quase-tude-e-mais-um-pouco (sobre Anna Wintour, já postei aqui e aqui). A participação de Grace é crucial e indispensável em cada edição da revista. Foi mais reconhecida pelo público por meio do documentário The September Issue.

Grace era modelo e, com aproximadamente 20 anos de idade, sofreu um acidente de automóvel do qual saiu gravemente ferida perdendo uma de suas pálpebras e passou pela cirurgia de reconstrução.

Iniciou sua carreira na VOGUE em 1988, assumindo o cargo de Diretora de Criação em 1995. Recusou o cargo de Editora Chefe da Harper’s Bazaar, demonstrando sua lealdade à revista.

Anna Wintour a denominou crown jewel (jóia da coroa), fraca não.

Alguns looks da poderosíssima, porém, abafada, mas nem por isso menos importante, Grace Coddington que possui seu estilo conhecido pela vestimenta preta e cabelos ruivos com muito volume e indisciplinados:

Capa da VOGUE de setembro de 1962

Um dos trabalhos de Grace e papel de parede do meu computador, acho essa produção perfeita.

Grace Coddington é a prova viva de que nem sempre é preciso se destacar perante a sociedade para ser alguém indispensável e de extrema relevância em determinado setor. Discreta.

Beijos

Anna Wintour

28 de outubro de 2011

Hoje, conto para vocês tudo sobre Anna Wintour.

 

Dame Anna Wintour (Londres3 de novembro de 1949) é a atual editora-chefe da edição norte-americana da revista Vogue, a mais conceituada e importante publicação de moda do mundo e um dos seus maiores ícones. Lançou recentemente um documentário sobre seu trabalho, chamado The September Issue.

Anna Wintour é filha de pai britânico e mãe norte-americana. Interessou-se por moda desde a adolescência e ajudou seu pai, Charles Wintour, na altura editor do jornal inglês Evening Standard, a tornar o veículo mais popular entre a juventude londrina dos anos 1960, quando a efervescência artística, cultural e de costumes na Inglaterra da época tinha transformado a austera cidade na Swinging London, a meca dos jovens modernos de então, do rock, do cinema, das artes teatrais, moda, literatura e pinturas revolucionárias, onde tudo acontecia na euforia da Europa em pleno desenvolvimento pós- II Guerra Mundial.

Após deixar o colégio, aos dezesseis anos e ter travado seu primeiro contato com a moda, trabalhando na butique londrina Biba, a mais famosa e influente do mundo na época, começou uma carreira de jornalista de moda dos dois lados do Atlântico, primeiro como editora-assistente da revista Harper’s Bazaar, em Nova Iorque e depois como editora de moda na revista Viva, publicação feminina do grupo Penthouse, de Bob Guccione, por dois anos, onde pela primeira vez pôde ter uma assistente pessoal e começou a sua fama de profissional exigente e temperamental, apesar de raramente admitir seus laços com a revista por ela fazer parte da editora que publicava Penthouse, revista masculina muito mais ousada em texto e imagens que sua concorrente direta, a Playboy.

Pouco tempo depois, Wintour chegou ao ponto de virada em sua carreira, tornando-se editora na prestigiada revista New York, onde sua criatividade na produção e concepção das matérias de moda chamaram a atenção da indústria e do meio profissional. Seu estilo transformou-a na estrela da revista, onde ela aprendeu como capas feitas com celebridades do cinema ou da sociedade aumentavam as vendas da publicação. Sendo protegida do editor-geral, tinha direito a certas regalias que provocavam a ira dos companheiros de trabalho. Sua ambição veio mais claramente à tona quando, entrevistada pela então editora-chefe da Vogue, Grace Mirabella, para uma posição importante na revista, deixou claro à jornalista que na verdade o que desejava mesmo era o lugar dela.

Após entrar para a revista em 1983, no cargo até então inexistente de editora-criativa e criado para ela pelos diretores da Condé Nast, entusiasmados com seu trabalho na New York, Wintour passou mais de dois anos trabalhando a seu próprio modo na revista, sem dar satisfações a Mirabella, até ser transferida para o cargo de editora da Vogue britânica, em Londres, de volta à sua cidade natal.

Anna Wintour mudou radicalmente a edição inglesa da revista, demitindo a maioria dos profissionais que lá trabalhavam e contratando novas estrelas do jornalismo fashion, mudando o enfoque editorial vestuto para uma maior praticidade, à americana. Assumindo um controle total da revista, com seu estilo gélido e autoritário, receberia o apelido que a perseguiria por anos, de “Nuclear Wintour”, uma corruptela com a expressão “Nuclear Winter” (Inverno Nuclear), então em voga nos tempos da Guerra Fria, sobre um possível futuro do planeta após um holocausto atômico.

Em 1988, conseguiu finalmente o cargo que perseguia desde criança: ser a editora da maior revista de moda do mundo, a Vogue Americana, após a saída de sua “desafeta” Grace Mirabella. Preocupados com a ascensão da concorrente francesa Elle, lançada há três anos em edição norte-americana, os diretores da Condé-Nast depositaram suas esperanças em Wintour para recolocar a revista novamente no topo, longe da concorrência.

A supermodelo brasileira Gisele Bündchen é uma das favoritas de Anna Wintour, na repaginação visual que ela deu à revista nos anos 1990, lançando o tipo saudável de formas sexy como ideal de beleza.

Wintour apertou o foco da revista, sofisticando ainda mais o material editorial, rejuvenesceu as capas, trocando as fotos em close de estúdio de Mirabella, por fotos em plano americano ou corpo inteiro em luz natural – atualizando o estilo começado por uma de suas antecessoras dos primórdios da revista e um dos maiores ícones do mundo da moda, Diana Vreeland – lançando modelos adolescentes quase desconhecidas (entre elas, nos anos 1990, a brasileira Gisele Bündchen, apresentando modelos de corpo e cabelos molhados na capa à luz do dia, até sem maquiagem, investindo na geração saúde dos anos 1990, valorizando o trabalho de maquiadores, cabeleireiros, produtores e fotógrafos, ao mesmo tempo em que colocava em suas capas personalidades como estrelas de cinema e socialites americanas e europeias e até uma primeira-dama. Seu conhecido método de controle total foi implantado em tudo, texto e fotografia, que passaram a ter sua aprovação pessoal com mão de ferro.

Sua obsessão por peles, como adereços de luxo e sua recusa em aceitar na revista anúncios pagos de associações de defesa dos animais, a colocou como alvo principal de entidades como a PETA. Num desfile da Victoria’s Secret, em 2002, um grupo de manifestantes com cartazes invadiu a passarela para protestar contra o desfile de Gisele Bündchen, uma de suas protegidas coberta de peles, na presença de Wintour sentada na primeira fila da audiência.

Wintour descobriu, divulgou e ajudou a tornarem-se consagrados estilistas desconhecidos, como Marc Jacobs e John Galliano, passando a determinar o parâmetro “fashion” mundial até para as revistas concorrentes. Em pouco tempo sob seu comando, a Vogue recuperou da influência de suas concorrentes diretas Elle, Harper’s Bazaar, MirabellaWomen’s Wear Daily aumentando seu faturamento e tiragem. Em setembro de2004, a revista saiu nas bancas com 824 páginas, três quartos delas de publicidade, tornando-se a revista mensal com o maior volume de páginas e anúncios da história editorial americana, reverenciada como “a bíblia da moda”.

Apesar de temida por colegas de profissão, concorrentes, estilistas, subalternos em geral e até por amigos, devido a seu temperamento autoritário e gélido, Anna Wintour é venerada por seu extremo bom gosto, criatividade, disposição de trabalho e olhar clínico para os novos talentos da moda. Seu estilo inconfundível – e copiado – de cabelo pajem e enormes óculos escuros, até em ambientes internos, provocaram a piada mais conhecida sobre a papisa do mundo fashion: a de que ela usa óculos escuros aonde vai simplesmente para que jamais vejam seus olhos, pois ela seria na verdade o próprio Satã encarnado e seus olhos seriam vermelhos; um verdadeiro diabo amante das roupas Prada. (na verdade ela tem traços de fotofobia, herdados de seu pai).

Em 2003Lauren Weisberger, uma ex-assistente pessoal de Wintour na vida real, escreveu o best-seller O Diabo Veste Prada, em estilo ficcional, sobre a história de uma autoritária, rude e temida editora de moda de uma revista influente e seu relacionamento com suas secretárias, produtoras, assistentes e demais personagens do mundo da moda. O livro conta como Andrea Sachs, a jovem estagiária recém-formada e personagem principal, vive o inferno nas mãos de sua chefe, a poderosa editora “Miranda Priestly”, e é considerado com uma biografia de Lauren durante seu período como assistente de Wintour na Vogue, apesar de negado pela autora que insiste ser apenas uma obra de ficção.

O livro, que vendeu milhões de exemplares em todo mundo e esteve por diversas semanas encabeçando a lista dos mais vendidos do jornal The New York Times, foi levado às telas de cinema em 2006, com uma Meryl Streep brilhante e hilariante encarnando a odiada e odiosa “Miranda Priestly”, que assim como a Wintour da vida real, tem duas filhas e faz parte do conselho do Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque, além de ter seu escritório decorado exatamente igual ao de Anna Wintour na Vogue.

Durante a produção do filme e após o estrondoso sucesso do livro, que descreve Miranda como uma tirana, notícias na imprensa afirmavam, apesar de negado por ela, que Anna estaria pressionando personalidades do mundo da moda a não aparecerem no filme, caso contrário teriam seus nomes banidos da revista.

Na pré-estréia de gala do filme, a que Anna Wintour compareceu – vestindo Prada -, ela disse em entrevista que acreditava que ele seria lançado apenas direto em DVD. Com o estrondoso sucesso, que rendeu mais de US$350 milhões de dólares de bilheteria em todo o mundo e deu aMeryl Streep o Globo de Ouro de “Melhor Atriz de Comédia” e sua décima-quarta indicação ao Oscar, ela mudou o discurso dizendo ter achado a obra um total entretenimento e mostrado o mundo em que vive como é divertido e interessante. Afinal, de qualquer maneira, verdade ou ficção, o filme a transformou numa grande celebridade pelo mundo fora, em todas as classes sociais.

Além de ter trazido de volta a revista Vogue à posição em que foi colocada no passado por outro ícone como ela, a legendária Diana Vreeland, Anna Wintour também lançou em 2004produtos afiliados ao título principal, como “Teen-Vogue”, “Men’s Vogue” e “Vogue Living”. O primeiro, dedicado ao público jovem, já ultrapassou em páginas e anúncios suas concorrentes mais diretas junto ao segmento de alta renda, a “Elle Girl” e a “CosmoGirl”, e a “Vogue’s Men” fez do seu primeiro número, com 164 páginas, o maior lançamento da história da Condé-Nast, a secular empresa editora da Vogue. Por seu trabalho neste sentido, Anna Wintour recebeu da indústria de revistas o prémio de “Editora do Ano”.

O caso extraconjugal de Anna Wintour com um texano milionário e casado vazou para a imprensa em 1998, pondo fim ao casamento de 15 anos da editora-chefe da Vogue América (e elevando, definitivamente, a jornalista ao posto de celebridade).

Anna Wintour recebe cerca de dois milhões de dólares anuais, além de todas as mordomias inerentes ao cargo, como 50 000 dólares para roupas que quase nunca compra, pois osestilistas mais famosos do mundo brigam para a vestir gratuitamente. Mesmo assim chegou a repetir um vestido Carolina Herrera três vezes.

Já foi parodiada de diversas maneiras antes de O Diabo Veste Prada. Em 1994, no filme Prêt-à-Porter, uma sátira de Robert Altman ao mundo da moda, a personagem Linda Hunt, uma poderosa editora de moda, tinha o mesmo corte de cabelo de Wintour e durante os desfiles, todas as pessoas da primeira fila da plateia usavam grandes óculos escuros. Ela também aparece em pessoa no filme sendo entrevistada pela repórter personificada por Kim Basinger. Em Ugly Betty há uma personagem que imita seu corte de cabelo e os mesmos óculos escuros, e ainda a profissão: é a editora-chefe. Na animação Os Incríveis, da Walt Disney, tem a personagem Edna E Moda, que tem o mesmo estilo de cabelo, óculos e é uma estilista.

Também já foi mencionada, ou apareceu em séries de televisão como Sex and the City e uma equipe de cinema deverá fazer um documentário sobre seu trabalho na Vogue, após anos de negociações.

jornal inglês The Guardian a chama de «prefeita extra-oficial» de Nova Iorque.

Nunca fica numa festa por mais de 20 minutos e deita-se normalmente às 22h.

É politicamente liberal e grande admiradora e apoiante de Al Gore.

Ciosa de sua revista e elitista com a imagem alheia, já chegou a extremos de impedir que a mais famosa apresentadora da televisão americana, Oprah Winfrey posasse para a capa de Vogue sem antes emagrecer e proibiu Hillary Clinton de aparecer com sua imagem na revista enquanto ela não deixasse de usar casacos azul-marinho, considerados out por Anna.

Apesar de todas as revistas da editora Condé-Nast, inclusive a Vogue, terem secções de resenhas dos livros e filmes lançados, O Diabo Veste Prada nunca foi resenhado em qualquer das revistas do grupo.

Anna Wintour é uma das personalidades mais odiadas pelo PETA (Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais), pelo seu gosto por casacos de pele. Ativistas do PETA, uma vez, atacaram-na com uma torta de tofu, mas mesmo assim ela continuou a ignorá-los.

Anna Wintour foi condecorada pelo Príncipe Carlos de Inglaterra com a Ordem do Império Britânico, numa cerimônia que teve lugar no Palácio de Buckingham.

É, segundo a revista Forbes em 2009, a editora de moda mais influente do mundo.

Foi parodiada em 2010 na novela global “Ti Ti Ti”, onde a secretária Maria do Socorro “Help” (interpretada pela atriz Betty Gofman), é promovida ao cargo de editora chefe da revista Moda Brasil, que passa a se vestir ala Anna Wintour, com o mesmo figurino, mesmo corte de cabelo, mesmo par de óculos, e mesma atitude.

 

Informações retiradas do Wikipedia.

Christian Louboutin

13 de outubro de 2011

Que atire a primeira pedra a mulher que não sonha em ter um par do famoso sapato de sola vermelha?

Christian Louboutin nasceu em 07 de janeiro de 1964 na França. É designer de calçados e lançou sua linha em 1991, a partir do ano seguinte, seus projetos incorporaram as famosas e tão desejáveis solas vermelhas, hoje, sua assinatura.

Christian também faz sandálias de plataformas, sapatilhas, mas são seus saltos altos, stilettos, que piram cabeças mundo afora.

Desde pequeno Louboutin gostava de sapatos. Suas primeiras coleções foram inspiradas em croquis que havia feito quando menor. Enquanto ainda não possuía loja, tentou vender suas criações em cabarés e boates, não logrando êxito, as mulheres alegavam não ter dinheiro para comprá-los.

Celebridades como as irmãs Mary Kate e Ashley Olsen, Nicole Richie, Dita Von Teese, Victoria Beckham são algumas das adeptas. Os modelos custam em média R$ 1.500,00. Suas criações foram alvo de exposições em Paris, com o auxílio do fotógrafo David Lynch.

As solas vermelhas são incansavelmente imitadas, copiadas, pirateadas . Não era para menos, poucas mortais podem pagar por eles, da mesma forma que ocorreu com a grande grife Louis Vuitton.

“Há uma diferença entre sofrimento e falta de conforto. De sapatos de saltos altos não se anda como de pantufas, mas dá um prazer tão grande…” (disse Christian Louboutin em uma das edições da revista Marie Claire)

Vale a pena visitar o divertido site que tem um par de scarpins correndo sem parar: www.christianlouboutin.com.

Vestido de noiva de Wallis Simpson

27 de julho de 2011

“A socialite americana Wallis Simpson se casou, em 1937, vestida com um simples vestido longo e um casaquinho de mangas compridas; tudo em azul Walllis, uma cor desenvolvida especialmente para combinar com os olhos dela. Criado por Mainbocher (Main Rousseau Bocher, 1891 – 1976), estilista estadunidense residente em Paris, esse discreto vestido se tornaria um dos mais copiados de todos os tempos.

O casamento foi o auge do escândalo do século. O amor obstinado do duque de Windsor pela mulher divorciada o forçara a abdicar do trono britânico no ano anterior, provocando uma crise constitucional que abalou as estruturas do establishment britânico. No entanto, uma plateia de estadunidenses menos preocupados com o protocolo e com a tradição da coroa britânica via apenas uma mulher americana determinada que havia encontrado o amor verdadeiro apesar de todas as adversidades e críticas.

Esse modesto vestido de noiva foi então submetido a um escrutínio público sem precedentes. Poucos dias depois da cerimônia, cópias do vestido estavam disponíveis para venda em Nova Iorque, e em mais algumas semanas uma versão mais econômica do Wally estava sendo vendida em lojas de departamento de todo o país. A simplicidade austera típica do estilo de Simpson, combinada com a fama que o escândalo trouxe, fez do vestido um sucesso, que deu uma ideia do caminho que a moda iria percorrer na década seguinte”.

Texto retirado do livro Cinquenta vestidos que mudaram o mundo da coleção Design Museum, Editora Autêntica:
Item de colecionador… leitura deliciosa como um pedaço de bolo de chocolate.

Sapato Mary Jane

4 de julho de 2011

Quem ainda não babou por esse sapatinho fofo em alguma vitrine?

Há algo de Lolita nos sapatos de boneca que os fazem tão absolutamente desejáveis. Afinal, é o sapato que todos nós calçamos quando pequenas, mas, ao acrescentar um salto alto e um bico, ele se torna algo completamente diferente. Realça o gracioso e sensual de uma só vez. Faz as admiradoras falarem “Oh! Que gracinha”, mas também “Oh! Que maravilhoso”. Em todas as estações, há alguma versão cobiçada. Geralmente, os melhores são os de Manolo Blahnik, Christian Louboutin… e e Christian Louboutin. Minuccia Prada também tem sempre uma versão que passeia na passarela. Mas, se você deseja investir em um sapato mary jane, prefira o modelo de Manolo Blahnik com o salto alto e fino, e o bico fino. Causou furor quando foi criado originalmente. tornou-se impossível encontrá-los, e ainda é considerado o mary jane.

  • É melhor em couro, mas por que não tentar veludo ou uma estampa de bichos?
  • Eles devem ter algo de especial. Um salto alto como o céu e bico fino, talvez tachas. Eles não podem ser apenas graciosos e discretos.
  • É melhor se a tira for fina, para não cobrir a perna.
Para quem quiser saber a história do nome:
O nome tem origem em um personagem de uma revista em quadrinhos, Mary Jane, que usava sapatos com tira sobre o peito do pé na história em quadrinhos Buster Brown. O irmão de Mary Jane, Buster Brown, também foi homenageado com um sapato com o nome dele.
Curiosidade:
Os sapatos de boneca tornaram-se populares nos anos 1920 e 30, quando as barras das saias subiram e deu-se mais ênfase aos sapatos. Tornaram-se os prediletos porque ficavam excelentes e podia-se dançar com eles, uma característica necessária nos anos 1920.
Trecho extraído do livro As 100+ da autora Nina Garcia.